Como se reconhece uma entrega? (Miss Libido)
Posted by MasterJB on Sunday, October 19, 2008
Under: Artigos
Muito se fala de entrega, não só em matéria de BDSM como na vida em geral, mas na verdade, além de a definir, como a reconhecer?
A actual sociedade de consumo arrasta em si um milhão de compromissos e escolhas perenes e de acesso fácil que nem sempre dão margem a bases sólidas e alicerces firmes, na generalidade!
No Mundo do prêt-a... em que tudo parece ser feito para um desgaste rápido e uma substituição ainda mais célere, onde ficam então as relações/uniões, sejam elas de que cariz forem?
No universo do BDSM, tudo visa a entrega como reconhecimento final de um suceder de parâmetros mais ou menos comuns. Mas e quando a distância se interpõe ou/e as partes não se conhecem ainda intimamente, e no entanto a entrega esteve sempre lá desde o primeiro contacto!?
Admito que se possa duvidar de relações à distância, de contactos virtuais, de Dominações não-presenciais, etc... mas se a entrega se verificar num primeiro contacto, como pode ser abalizada como genuína ou/e reconhecida pela outra parte? Falo aqui não só de submissos a entregarem-se mas também de Dominadores, porque entendo as relações no BDSM como uma partilha de entregas por ambas as partes! E como em tudo, haverá alguma hipótese de ser facilmente visivel/palpávelque o Dom/submisso se entregou por inteiro numa primeira aproximação?
Não me parece; julgo que tudo o que as partes podem esperar é sentir a entrega e, se for o caso, devolver a dádiva... Seja como for, uma entrega faz-se mais com os olhos a pele e os músculos, do que com fórmulas de bom-comportamento estipuladas para uma sessão ou/e relação com um Dominador/a. Recentemente, defendia que um submisso não o é menos por não apresentar uma coleira (real ou virtual) nem por obedecer/cumprir mais ou menos ordens ou/e tarefas de maior exigência de sacrifício; na verdade, entendo que a entrega de um submisso não é quantificada pelo que ele faz ao entregar-se mas como o sente...
Do mesmo modo, o reconhecer de uma entrega terá de ser sentida e não emoldurada por "avisos" e "atavios" no BDSM, porque nada é mais poderoso do que o olhar, o toque, os silêncios de quem se entrega... Mesmo que o submisso continue sem Dono e não tenha um Dominador em exclusivo, sou de opinião que há entregas que nunca serão ameaçadas, como há coleiras que nunca chegam a sair! No final, o importante é que tenha valido a pena, porque "a vida é feita de pequenos nadas!".
(Fonte: http://misslibidonopaisdasmaravilhas.blogspot.com/2005_08_01_archive.html)
A actual sociedade de consumo arrasta em si um milhão de compromissos e escolhas perenes e de acesso fácil que nem sempre dão margem a bases sólidas e alicerces firmes, na generalidade!
No Mundo do prêt-a... em que tudo parece ser feito para um desgaste rápido e uma substituição ainda mais célere, onde ficam então as relações/uniões, sejam elas de que cariz forem?
No universo do BDSM, tudo visa a entrega como reconhecimento final de um suceder de parâmetros mais ou menos comuns. Mas e quando a distância se interpõe ou/e as partes não se conhecem ainda intimamente, e no entanto a entrega esteve sempre lá desde o primeiro contacto!?
Admito que se possa duvidar de relações à distância, de contactos virtuais, de Dominações não-presenciais, etc... mas se a entrega se verificar num primeiro contacto, como pode ser abalizada como genuína ou/e reconhecida pela outra parte? Falo aqui não só de submissos a entregarem-se mas também de Dominadores, porque entendo as relações no BDSM como uma partilha de entregas por ambas as partes! E como em tudo, haverá alguma hipótese de ser facilmente visivel/palpávelque o Dom/submisso se entregou por inteiro numa primeira aproximação?
Não me parece; julgo que tudo o que as partes podem esperar é sentir a entrega e, se for o caso, devolver a dádiva... Seja como for, uma entrega faz-se mais com os olhos a pele e os músculos, do que com fórmulas de bom-comportamento estipuladas para uma sessão ou/e relação com um Dominador/a. Recentemente, defendia que um submisso não o é menos por não apresentar uma coleira (real ou virtual) nem por obedecer/cumprir mais ou menos ordens ou/e tarefas de maior exigência de sacrifício; na verdade, entendo que a entrega de um submisso não é quantificada pelo que ele faz ao entregar-se mas como o sente...
Do mesmo modo, o reconhecer de uma entrega terá de ser sentida e não emoldurada por "avisos" e "atavios" no BDSM, porque nada é mais poderoso do que o olhar, o toque, os silêncios de quem se entrega... Mesmo que o submisso continue sem Dono e não tenha um Dominador em exclusivo, sou de opinião que há entregas que nunca serão ameaçadas, como há coleiras que nunca chegam a sair! No final, o importante é que tenha valido a pena, porque "a vida é feita de pequenos nadas!".
(Fonte: http://misslibidonopaisdasmaravilhas.blogspot.com/2005_08_01_archive.html)
In : Artigos
Tags: "entrega no bdsm"
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