October 31, 2008
Para os quarentões como eu, eu chamaria esse artigo aos moldes do Jornada nas Estrelas: “Devolução de coleira, a fronteira final”; para os mais novos que não tiveram a chance de assistir às aventuras de Kirk, Spock e demais e aproveitando o ambiente de ação cidadã, eu diria que esse artigo chamaria “submiso, saiba seus direitos”. Falando sério, na vivência que tenh do BDSM, sempre é exaltado os direitos e prerrogativas do Dominante: porque o Dominante pode decidir tudo em relação ao submisso, porque ao Dominante cabe escolher o lugar onde a sessão ocorrerá, porque ao Dominante cabe a escolha das práticas e por aí vai. Ninguém nega a precedência do Dominador ou Domme sobre a vida e relação do submisso, o que seria uma imensa bobagem. No entanto, convém refletir: se assumimos a relação SM como tal, ou seja, um processo de interação dado em bases estabelecidas de antemão, provindas de uma negociação (que esperamos seja bem feita), espera-se que as bases que foram assentadas sejam mantidas e que haja algum nível de satisfação mútua e respeito ao indivíduo, tanto ao Dominante quanto ao submisso. Sou um daqueles que não hesitaria em exercitar minhas prerrogativas de Dominante: jamais admitiria que minha submissa adotasse qualquer postura inconveniente, cometesse deslizes de conduta, enfim, não fosse digna de minha coleira. E a contraparte? O quanto o Submisso deve suportar de inconveniências? Ressalte-se que eu não admito, e falo em causa própria, que a relação estabelecida careça tanto de interação que entre as partes a ponto de que não haja uma observação e que não se tenha conhecimento das necessidades, limites e , porque não dizer, inclusive vontades dos que compartilham conosco essa estrada. Assim sendo, não me parece complicado que haja uma “acomodação” entre a extensão do poder do Dominante e o que na verdade o submisso tem como seus princípios porque, afinal, o ser humano que serve deve ser respeitado e exaltado em sua sublime entrega. E quando isso não acontece? Como dissemos, ao Dominante cabe tomar a coleira do submisso que não o serve condignamente. Da mesma forma, o submisso não deve apassivar-se tanto a ponto de violentar-se em nome do serviço ao Dominante, à medida que a entrega é algo de livre exercício da vontade, uma opção sublime e consciente, um desvelo que avoluma-se à partir da clara consciência de que não há outra alternativa senão colocar-se fisica e espiritualmente de joelhos frente ao Senhor ou Senhora. Os eventuais abusos por parte do Dominante, e não estou dizendo o rigor e intensidade de práticas já que isso faz parte do jogo, e que torne a convivência insustentável, deixará ao submisso a única possibilidade de devolver a coleira já que não a conseguirá honrar e a cujo Dono ou Dona não conseguirá servir com a qualidade que o dignifica como submisso. A entrega de coleira é, portanto, um gesto de dignidade e que não precisa ocorrer apenas nos casos que expusemos. Em qualquer percepção na qual não haja clareza que o servir seja feito em bases ótimas e esperadas pelo Dominante, declarar-se incapaz de cumprir o que se quer é um gesto que dignifica o submisso já que honra tanto a coleira que serve com o nome que tem. Ressalte-se também que caminhar nas bases da honestidade, clareza e respeito sempre fazem desse momento algo que, por mais doloroso que seja, constitua-se como o final de uma relação que , indubitavelmente, ensejará boas lembranças e a certeza de que, até onde foi possivel, foi uma relação que apenas trouxe frutos, ensinamentos e lições para as proximas relações , aperfeiçoando o servir tanto quanto o Domínio e nos fará crescer como seres humanos dentro desse imenso mundo que é o BDSM.
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October 31, 2008
que me motivou a escrever este pequeno artigo, foi a atestada baixa qualidade da maioria dos equipamentos eróticos atualmente vendidos nos "sex-shops" da cidade. Isso não é um problema apenas no Brasil, uma vez que a maioria dos produtos é importada e os nacionais igualmente não primam pela qualidade. Como dificilmente causas envolvendo este tipo de produto chegam à justiça, o comércio de produtos defeituosos e/ou de má qualidade continua intenso. Apenas para consolo dos brasileiros... Continue reading...
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October 26, 2008
(Fonte: http://carcereiro.110mb.com/indframes.html - Site do Carcereiro)
Muitos perguntam se escravas realmente existem. Na forma como a história e os dicionários definem, não, elas não existem na maioria dos países modernos. (Apesar de haver alguma controvérsia sobre círculos de escravidão existirem secretamente) A maioria das pessoas geralmente concorda que a posse legal de outro ser humano é imoral, e logo, ilegal. Em todo caso, no mundo BDSM, alguém perceberá que as pessoas en... Continue reading...
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October 25, 2008
(Publicado com permissão do autor)
Existe uma nostalgia geral e romântica entre Mestres e escravos: é a comcepção do Mestre indo para o mercado de escravos e seleciona um deles, ou dando um lance para um escravo em um leilão, depois de rapidamente inspeciona-losos. A seleção dos escravos aqui é feito puramente em aspectos físicos e aparência.
Conquanto isso possa ser uma tradição antiga, nostálgica e mesmo romântica, é um conceito errado na moderna escravidão consensual... Continue reading...
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October 25, 2008
Power exchange (Troca de Poder ou chamada de Troca Erótica de Poder) refere-se a um submisso que transfere toda a autoridade para a responsabilidade do dominante. Pode ser aplicada à cenas individuais ou para toda a forma de relacionar-se um com o outro em todos os seus aspectos. A troca de poder pode aplicada a aspectos individuais como fazer amor ou finanças, até transferir toda a responsabilidade parauma pessoa ou para um grupo dentro de uma perspectiva poliamorista. Freqüentemente... Continue reading...
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October 24, 2008
As reações variam. Desde revolta até uma fascinação quase que fetichista. Apesar disso, a maioria das pessoas preocupa-se em minimizar e/ou esconder aqueles sinais - considerados por alguns como verdadeiros troféus - que podem resultar de uma atividade física, digamos assim, mais rude. Sobre o que escrevo? Falo daquelas marcas que podem variar de simples manchas avermelhadas até grandes áreas de coloração roxa - os hematomas. Marcas que provocam uma dupla reação: o orgulho dos(as... Continue reading...
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October 20, 2008
Nos dias atuais com o
advento da net, e com a facilidade de se comunicar de forma incógnita,
é cada vez mais comum que homens e mulheres que sentem dificuldades em
relacionar-se fora da rede, façam-se passar por Dominadores e
Dominadoras com o claro objetivo de conseguirem apenas sexo fácil, e
não exercitar esta forma tão bela e nobre de erotismo. Acreditam estes
pseudo-dominadores que um submisso não os poderá rejeitar, e desta
forma, sem nenhum preparo nem ética, se lançam às pr... Continue reading...
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October 20, 2008
(Nota: esse texto foi originalmente publicado na comunidade "Desejo Secreto" do Orkut, no tópico "Projeto Ciranda", numa sugestão de reflexão à partir do texto de Adélia Prado , reproduzido abaixo. Por sua extensão, foi dividido em duas partes).
Para o Zé
(Adélia Prado)
(em Poesia Reunida, Editora Siciliano, S.Paulo, 1991, p.99)
"Eu te amo, homem, hoje como toda vida quis e não sabia, eu que já amava de extremoso amor o peixe, a mala velha, o papel de seda e os riscos de bordado, on... Continue reading...
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October 20, 2008
NO BALANÇO DAS TRÍADES
O poema me suscitou emoções muito dadas por fatos que me aconteceram dentro e fora do “meio”. Todas essas coisas, esses fatos, me fizeram ver que o amor e a submissão, o enamoramento e o domínio, são todas facetas distintas do mesmo processo.
Parece-me que algumas pessoas têm resistência máxima em admitirem-se nesse processo de sedução, conquista, realimentação/revisão das expectativas, renovação e inclusive a separação e o distanciamento. P... Continue reading...
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October 19, 2008
Muito se fala de entrega, não só em matéria de BDSM como na vida em geral, mas na verdade, além de a definir, como a reconhecer? A
actual sociedade de consumo arrasta em si um milhão de compromissos e
escolhas perenes e de acesso fácil que nem sempre dão margem a bases
sólidas e alicerces firmes, na generalidade! No Mundo do prêt-a...
em que tudo parece ser feito para um desgaste rápido e uma substituição
ainda mais célere, onde ficam então as relações/uniões, sejam elas de
que... Continue reading...
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| Mestre Jb |
| Piracicaba,Sp, Brasil |
Dominador, 43 anos de idade. Dono de nathalie_{MJB}.
Nesse site, compartilho vivências, conhecimentos que acumulei na minha curta mas intensa carreira de 5 anos no meio.
Portanto, é um processo dinâmico de aprendizado. Compartilho com vocês minhas reflexões e artigos que acredito importantes para nosso desenvolvmento.
Saudações BDSMistas a todos!
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